Projeto vencedor do Hackatop da ADVB Paraná é implementado pela Positivo Tecnologia

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Vencedor da maratona de inovação Hackatop de Marketing da ADVB/PR, o projeto sustentável criado por jovens, foi aplicado em embalagem para se tornar suporte de notebook da empresa brasileira de tecnologia.

Mais uma vez, uma ideia que surgiu em um hackaton, ganhou o mercado. O grupo de estudantes da Verdepê, vencedores do Hackatop de Marketing, projeto criado em 2019 pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB/PR), para buscar soluções inovadoras para as áreas de marketing e vendas, criou um projeto inovador que ganhou visibilidade entre uma das maiores empresas de tecnologia do país.

Depois de 40 horas de muito quebrar a cabeça e mentorias de grandes nomes do mercado, os jovens vencedores da maratona de inovação criaram uma solução para aumentar a visibilidade dos notebooks da Positivo Tecnologia nos pontos de venda e aprimorar a experiência de uso do equipamento pelos consumidores. “Para isso, reaproveitamos a própria caixa do produto para criar expositores sustentáveis e práticos. Além de dar usabilidade às caixas que seriam descartadas, diminui muito o impacto ambiental causado pelo descarte da embalagem”, explica Maria Fernanda Cordeiro, da Verdepê.

Além de abordagem criativa, a relevância do projeto foi um grande diferencial para a equipe vencedora. “Não basta só ser inovador, tem que ter propósito e usabilidade. Eles preencheram todos os quesitos e tudo isso contou muitos pontos dentro da competição”, comenta o coordenador do Hackatop de Marketing 2019 e vice-presidente da ADVB-PR, Claudio Stringari.

“O projeto vencedor recebeu, ainda, apoio da ADVB-PR e de inúmeros parceiros e acabou sendo incubado pela própria Positivo Tecnologia no ano seguinte”, conta o presidente do conselho deliberativo da entidade e ex-presidente da ADVB/PR (em exercício à época), Eduardo Jaime.

O produto ainda ajuda na ergonomia, visto que muitos estão trabalhando em home office, com a pandemia da COVID-19, e ficam muito tempo em frente ao computador. “Além de ajudar na produtividade, pensamos em uma solução que tivesse um lado sustentável já que, ao darmos um novo uso à embalagem, ela não precisará ser descartada no meio ambiente”, comenta Cinthya Ermoso, gerente de Produtos PCs da Positivo.

A partir de abril deste ano, todas as embalagens dos notebooks da fabricante brasileira de computadores podem ser transformadas em um prático suporte para o equipamento.

“Ideias como essa nos dão ainda mais ânimo para viabilizar projetos como o Hackatop. Temos uma agenda extensa para 2021 e a implementação de mais uma edição da maratona está entre nossas pautas. Temos diretorias de tecnologia e inovação dentro da associação, justamente para fomentar essas ideias e fazer parte deste ecossistema”, afirma o atual presidente da ADVB/PR, Ney Braga Alves.

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O futuro das vendas consultivas: vender menos, compreender mais – Por Roberto Herrera, presidente da ADVB/PR

Em um mercado no qual o cliente chega cada vez mais informado, o valor do profissional de vendas deixa de estar na apresentação do produto e passa à capacidade de compreender contextos, fazer boas perguntas e ajudar a construir decisões. Comecei a vender antes de aprender o que era venda consultiva. Aos 21 anos, em Portugal, vendia automóveis. Naquele momento, meus planos profissionais estavam mais próximos da contabilidade e das finanças do que de uma carreira comercial. Foi no contato diário com os clientes que descobri que vender não era apenas apresentar um produto, negociar preço e buscar o fechamento. Era, antes de tudo, entender pessoas. De lá para cá, passei por diferentes mercados: automóveis, comunicação, mídia, educação executiva e desenvolvimento de negócios, e vivi os dois lados da atividade comercial: o de quem vende e o de quem lidera equipes responsáveis por vender. Nesse período, o mundo mudou profundamente. E o cliente também. Hoje, antes mesmo de conversar com um vendedor, ele pesquisa, compara alternativas, consulta concorrentes, busca avaliações e analisa preços. Mais recentemente, passou a contar com ferramentas de inteligência artificial capazes de organizar informações e ajudá-lo a formular perguntas que talvez nem soubesse fazer há alguns anos atrás. Em muitos mercados, portanto, o cliente chega à conversa sabendo bastante sobre aquilo que pretende comprar. Nesse cenário, repetir características de um produto deixou de ser uma competência comercial relevante. A questão já não é se o vendedor continuará necessário, mas para quê ele será necessário. Durante muito tempo, havia uma assimetria evidente entre vendedor e comprador. O profissional de vendas conhecia o produto, os preços e as alternativas melhor do que o cliente. Ter informação era parte importante do poder comercial. Essa vantagem diminuiu, mas isso não significa que o vendedor tenha perdido importância. Significa que seu papel mudou. O cliente não precisa de mais informação. Precisa de compreensão. Ele pode conhecer dezenas de soluções e, ainda assim, não saber qual delas é adequada à sua realidade. Pode ter acesso a inúmeros dados e continuar sem clareza sobre a decisão que precisa tomar. É justamente aí que começa a verdadeira venda consultiva. Neil Rackham demonstrou há décadas, em seus estudos sobre vendas complexas, a importância de compreender a situação, os problemas e as necessidades antes de apresentar uma solução. A tecnologia mudou radicalmente desde então, mas essa lógica continua atual. Fazer boas perguntas se tornou ainda mais valioso justamente quando encontrar respostas ficou mais fácil. O problema não está na prospecção, mas na ausência de contexto Ao longo da minha carreira, acompanhei diferentes modelos de gestão comercial. Alguns extremamente sofisticados; outros excessivamente dependentes de volume, pressão e atividade. Existe uma lógica bastante comum segundo a qual mais contatos geram mais reuniões, que geram mais propostas e, consequentemente, mais vendas. Matematicamente, há alguma verdade nisso. Gerencialmente, porém, essa lógica se torna perigosa quando a quantidade substitui a inteligência. Não há nada de errado em telefonar para um potencial cliente, enviar uma mensagem ou buscar uma empresa com a qual nunca tivemos relacionamento. O problema começa quando a atividade passa a valer mais do que a relevância da abordagem. Quarenta contatos irrelevantes não valem necessariamente mais do que cinco conversas bem preparadas. A tecnologia deveria ter nos levado a uma prospecção mais inteligente. Em alguns casos, produziu exatamente o contrário: automatizamos a irrelevância. Quem nunca recebeu uma mensagem aparentemente personalizada que, duas linhas depois, deixava evidente que o remetente não sabia praticamente nada sobre a pessoa ou a empresa abordada? Isso não é venda consultiva. É distribuição. E distribuir mensagens não é o mesmo que desenvolver negócios. Uma boa conversa comercial começa antes de o telefone tocar. Quem é essa empresa? O que está acontecendo em seu setor? Está crescendo, entrando em novos mercados ou enfrentando novos concorrentes? Qual parece ser sua prioridade? Quem participa da decisão? E, principalmente: por que essa empresa deveria conversar comigo agora? Essa pergunta nos obriga a sair da nossa necessidade de vender e entrar na realidade do cliente. Venda consultiva começa exatamente aí: não na argumentação, mas na compreensão. Convencer ou compreender? Há uma pergunta que acompanha profissionais comerciais há gerações: “Como eu convenço esse cliente?”. Passei a desconfiar dela, porque coloca o vendedor no centro da relação. Talvez a pergunta mais adequada seja: “O que este cliente está tentando resolver?”. Parece uma pequena mudança semântica, mas não é. Quando pergunto como convencer, procuro argumentos. Quando pergunto o que o cliente precisa resolver, procuro contexto. Quando quero convencer, preparo uma apresentação. Quando quero compreender, preparo perguntas. E isso muda completamente a conversa. A inteligência artificial aumentará o valor do vendedor, desde que ele tenha valor Vendas certamente serão afetadas pela inteligência artificial. Uma parte relevante do trabalho comercial já pode ser automatizada: pesquisa de empresas, preparação de reuniões, organização de CRM, elaboração inicial de propostas e acompanhamento de oportunidades. Isso deveria preocupar os profissionais de vendas? Alguns, sim; especialmente aqueles cuja principal contribuição é transmitir informações disponíveis em outros lugares. Ao mesmo tempo, a IA pode tornar os excelentes profissionais comerciais ainda mais valiosos. Eles terão mais recursos para pesquisar uma empresa, compreender seu setor, identificar movimentos de mercado, formular hipóteses e dedicar menos tempo a tarefas operacionais. Esse ganho de produtividade, entretanto, só fará diferença se for convertido em qualidade de interação. Usar inteligência artificial para enviar mil mensagens genéricas por dia não representa evolução. Usá-la para compreender melhor dez empresas antes de conversar com seus decisores pode representar. A tecnologia aumenta a capacidade. Não substitui o discernimento. Pressão não pode substituir gestão É natural que as empresas acompanhem ligações, reuniões, propostas, conversão e pipeline. Gestão precisa de indicadores. O problema não está em medir, mas em medir atividade sem compreender sua relação com o resultado. Uma equipe pode aumentar significativamente o número de contatos e, ainda assim, deteriorar a percepção da marca. Pode realizar mais reuniões e gerar menos oportunidades qualificadas. Pode pressionar os vendedores a preencher o topo do funil e descobrir, meses depois, que praticamente nada avança. Indicadores sem

Fator humano volta ao centro da estratégia das empresas na era da IA

ESPM reúne especialistas e lideranças do mercado em Curitiba para discutir por que criatividade, empatia, repertório e capacidade de conexão ganham valor justamente quando a tecnologia avança; evento tem parceria com ADVB Paraná e Grupo de Mídia Curitiba, setembro de 2026 I A inteligência artificial já escreve, analisa dados, identifica padrões, automatiza processos e participa de decisões que até pouco tempo dependiam exclusivamente de pessoas. À medida que a tecnologia amplia sua presença nas empresas, porém, uma questão ganha espaço entre lideranças e profissionais de marketing: se máquinas passam a executar cada vez mais tarefas, onde estará o diferencial competitivo essencialmente humano? É a partir dessa provocação que a ESPM com a partner regional Academic Ventures realiza, no dia 15 de setembro, em Curitiba, o encontro “Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo”. O evento gratuito, mediante inscrições, acontece a partir das 8h30, no Teatro Regina Casillo, e reunirá especialistas, executivos e representantes do mercado para discutir como empresas podem combinar tecnologia e inteligência humana na construção de marcas, relacionamentos e negócios relevantes. A iniciativa tem parceria com ADVB/PR e o Grupo de Mídia Paraná. A discussão ocorre em um momento particularmente oportuno. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, quase 40% das competências exigidas no trabalho devem mudar até 2030. IA e big data aparecem no topo das habilidades com maior crescimento de demanda, mas o mesmo levantamento mostra o fortalecimento de competências essencialmente humanas: pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, liderança e influência social estão entre aquelas que mais ganharão importância. O Marketing Human-Centric propõe colocar pessoas no centro das decisões, utilizando tecnologia e dados como instrumentos para ampliar, e não substituir, a capacidade de compreender e gerar valor. O painel “Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo” reunirá representantes do mercado para discutir como as transformações tecnológicas e comportamentais estão mudando a relação entre empresas, marcas e consumidores. A conversa terá a mediação de Zaki Akel Sobrinho, CEO da Academic Ventures e partner regional da ESPM, e contará com Fernando Cesário, CMO da ESPM; Kauana Pereira, Diretora de Mídia da agência OpusMúltipla; e Roger Rieger, proprietário da KOMM. Com mais de 23 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais, Fernando Cesário CMO da ESPM construiu sua trajetória em organizações como Kimberly-Clark, Hospital Israelita Albert Einstein, Grupo Fleury, SulAmérica, Unicesumar e Pearson Education. Sua formação combina marketing, liderança, comportamento do consumidor e economia da saúde. “O Marketing ampliou seu papel para além de produto, preço, praça e promoção como fundamentos. Hoje envolve entender comportamentos, cultura e as mudanças da sociedade, com peso cada vez mais estratégico para os negócios. Também mudou quem participa desse processo como consumidores e comunidades que ajudam a construir valor junto às marcas. E a ESPM acompanha todas essas transformações”, diz Cesário.  Zaki Akel Sobrinho traz ao debate mais de quatro décadas de atuação em educação, inovação e gestão. Doutor em Administração pela USP e ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, atualmente lidera a Academic Ventures, parceira regional da ESPM no Estado, além de integrar iniciativas voltadas à aproximação entre universidades, empresas e ecossistemas de inovação. Ele chama a atenção para um cenário inédito: cinco gerações convivem hoje no ambiente de trabalho e no mercado de consumo, cada uma com referências, expectativas e valores distintos. “A inteligência artificial nos dá uma capacidade extraordinária de identificar padrões e processar informações, mas os dados não eliminam a necessidade de compreender o que existe por trás deles. O desafio do marketing é olhar para as pessoas e entender o que cada consumidor valoriza, o que gera confiança e o que faz sentido para ele”, afirma Zaki, que fará a mediação do encontro.  “Quanto mais a tecnologia avança, mais estratégica se torna a capacidade de compreender as pessoas. As empresas dispõem de dados, ferramentas e inteligência artificial para alcançar seus públicos, mas a informação, por si só, não gera conexão. A diferença está em transformar dados em compreensão e relacionamento em valor. Esse debate está alinhado à visão da ADVB/PR de um marketing conectado aos negócios, às vendas e aos resultados, sem perder de vista o ser humano. As marcas que souberem combinar tecnologia e inteligência com empatia e confiança terão uma vantagem competitiva importante. É essa convergência entre inovação e humanidade que queremos discutir com a ESPM”, enfatiza o presidente da ADVB/PR, Roberto Herrera.  Claudia Bosa, diretora do Grupo de Mídia Paraná, complementa: “A Inteligência Artificial já não é uma promessa de futuro para o planejamento de mídia, mas sim a realidade que colabora para uma estratégia com ferramentas de trabalho mais eficientes. Contudo, o sucesso dessa integração não elimina o fator humano: a máquina entrega a eficiência e a precisão técnica, mas o discernimento estratégico e a conexão emocional continuam sendo o diferencial criativo.” A ESPM completa, em 2026, dois anos de atuação no Paraná, em parceria com a Academic Ventures, com uma programação voltada à formação executiva nas áreas de marketing, branding, inovação e negócios. A trajetória no estado acaba de alcançar também um marco importante, com a formação da primeira turma de Master em Curitiba. Para os próximos meses, a Escola mantém uma nova programação de cursos, entre eles o Master in Business, Marketing & Innovation e o Prime MBA em Comunicação, Branding e Vendas, ampliando sua presença no mercado paranaense e a conexão entre conhecimento acadêmico, profissionais e os desafios contemporâneos das empresas.  Sobre a ESPM A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus mais de 12,6 mil alunos de graduação e pós-graduação e mais de 1,1 mil colaboradores estão distribuídos em cinco campi — dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre — além de unidades regionais em Curitiba, Goiânia e Salvador. O lifelong learning, a excelência acadêmica e a forte conexão com o mercado orientam sua atuação. Sobre a Academic Ventures Nesse hub de soluções estratégicas, o professor Zaki Akel Sobrinho lidera

Paraná transforma inovação em vantagem competitiva – Por Roberto Herrera, presidente da ADVB/PR

O Paraná deixou de ser apenas um estado com vocação empreendedora para se consolidar como um dos ambientes mais competitivos do país para inovação. Esse avanço não aconteceu por acaso. Ele é fruto da combinação entre uma economia diversificada, instituições de ensino qualificadas, empresas dispostas a se reinventar e ecossistemas locais cada vez mais conectados. A inovação paranaense tem uma característica importante: ela não está restrita às startups ou ao setor de tecnologia. Ela aparece no agronegócio de alta produtividade, na indústria que investe em automação, no varejo que aprimora a experiência do consumidor, nos serviços que incorporam inteligência de dados e nas empresas tradicionais que entendem a transformação como condição para continuar crescendo. Curitiba ocupa posição de destaque nesse cenário, mas o movimento é regional. Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu, entre outras cidades, fortalecem seus próprios ambientes de inovação, conectando universidades, empresas, empreendedores e poder público. Essa descentralização amplia a capacidade do estado de gerar negócios, reter talentos e criar soluções com potencial de escala. O grande ativo do Paraná, porém, está na colaboração. Quando universidades se aproximam do mercado, quando empresas consolidadas se abrem para novas tecnologias e quando empreendedores encontram redes de apoio, a inovação deixa de ser discurso e passa a gerar produtividade, competitividade e desenvolvimento econômico. É nesse ponto que entidades empresariais também ganham relevância. A ADVB/PR atua como uma ponte entre diferentes setores, estimulando conexões, compartilhamento de boas práticas e debates sobre os desafios que moldam o futuro dos negócios. Mais do que acompanhar as transformações, é preciso criar condições para que elas aconteçam. O Paraná já reúne os elementos necessários para seguir como referência nacional. O desafio agora é transformar esse potencial em uma estratégia permanente: investir em conhecimento, fortalecer os ecossistemas regionais e garantir que empresas de todos os portes possam inovar, crescer e competir em um mercado cada vez mais dinâmico. Roberto Herrera Executivo com trajetória nas áreas de vendas, marketing, estratégia, desenvolvimento de negócios, educação executiva e liderança. Presidente da ADVB/PR. Escreve sobre liderança, vendas, estratégia, marcas, governança e transformação dos negócios.