Top de Marketing 2017 reúne autoridades, empresários e executivos no Teatro Positivo

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Considerado o maior evento de marketing e vendas do Paraná, solenidade premiou seis cases de sucesso

O Teatro Positivo foi palco de um dos principais eventos promovidos pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB-PR): o Top de Marketing 2017. Com recorde no número de inscritos, a festa de premiação reuniu na última segunda-feira (4) autoridades, presidentes, empresários e executivos do Paraná. Apresentada pelo humorista Wellington Muniz, mais conhecido como “Ceará”, o evento ainda contou com um pocket show da banda Bigode Groove.

Ao todo foram 19 cases finalistas que concorreram em seis categorias: Comunicação, Indústria, Serviços, Social, Varejo, e Startup e PMEs. “Esse é o reflexo claro de que o mercado está reagindo, apesar dos contratempos que tivemos nos últimos anos”, comentou o presidente da ADVB-PR, Eduardo Jaime Martins. “Cada um dos cases reafirma e mostra a capacidade das nossas empresas e, principalmente, dos nossos empresários, em construir soluções criativas e aderentes ao mercado de transformação”, completou.

A associação avaliou os cases inscritos em parceria com a Datacenso, medindo o êxito das estratégias e resultados conquistados. “Este ano, criamos uma campanha provocativa, com foco de alertar empresários, CEOs e dirigentes de marketing e vendas sobre os males corporativos que atrapalham o desenvolvimento das instituições. Acreditamos que o objetivo foi cumprido, pois batemos novamente um recorde de inscritos” celebrou o coordenador do evento e diretor da ADVB-PR, Roberto Herrera. “Tivemos um aumento de 25% no número de inscrições, o que mostra que nossa premiação está sendo cada vez mais reconhecida pelos paranaenses”, finalizou.

Confira os finalistas e vencedores do Top de Marketing 2017 em cada categoria:

Comunicação

Banda B – Reposicionamento e Superação.

Gazeta do Povo – A Nova Gazeta do Povo.

Rede Massa – TV Guará: Como a Rede Massa implementou uma nova emissora de televisão nos Campos Gerais que e, em menos de 5 anos, virou referência em programação local, com liderança de audiência e sucesso de faturamento.

Case vencedor: Gazeta do Povo – A Nova Gazeta do Povo:

A Gazeta do Povo realizou a maior mudança da história do jornal mais tradicional do Paraná, migrando totalmente para o meio digital. O processo tinha como objetivo reter assinantes, aumentar o número de usuários mobile e manter a relevância do veículo. Para isso, foram elaborados novos formatos, realizado investimento em tecnologia e na criação de um núcleo de projetos em parceria com as marcas. Como resultado, a Gazeta reteve 90% de seus assinantes e obteve números expressivos, acima das metas estipuladas.

Indústria

FoxLux – Lançamento linha de pilhas e baterias Foxlux.

Frimesa – A carne que o mundo prefere.

Quantum – Quantum Futebol 2018.

Case vencedor: FoxLux – Lançamento linha de pilhas e baterias Foxlux:

O Grupo FoxLux apresentou o lançamento de sua linha de pilhas e baterias, desenvolvida em um momento de mercado instável. A partir de um mix variados de ações, a empresa se baseou nas preferências do consumidor e elaborou campanhas de incentivo, embalagens especiais e realizou apoios esportivos. Os resultados superaram as expectativas, com crescimento de vendas, faturamento e pulverização da marca, que, hoje, possui o portfólio mais completo do mercado.

Serviço

Gazeta do Povo – Gazeta do Povo e Unicred: Parceria de Sucesso.

Governo do Estado do Paraná – Aplicativo Menor Preço do Nota Paraná: Big Data a serviço do cidadão paranaense.

Universidade Positivo – Growth Hacking – expansão na recessão.

Case vencedor: Governo do Estado do Paraná – Aplicativo Menor Preço do Nota Paraná: Big Data a serviço do cidadão paranaense:

O Estado do Paraná lançou um aplicativo mobile de comparação de preços baseado nas informações de notas fiscais emitidas por lojas físicas de todo o Estado. O desafio era fazer as pessoas entenderem as vantagens do serviço, resultando em instalações e utilização do aplicativo. Para atingir esse objetivo, foi criada uma campanha explicativa estrelada pelo Smartphoneman, que incluiu peças publicitárias e ações em eventos, promoções e feiras. A meta inicial, traçada para um ano, foi atingida em seis meses. Foram mais de 390 mil downloads do aplicativo e 20 milhões de acessos.

 

Social

Air Promo – Outubro Rosa Curitiba:O Som da Solidariedade.

Rádio Menina do Paraná – Festival Massa FM. A maior arrecadação de brinquedos do Paraná.

Governo do Estado do Paraná e CONSEPIR – Racismo Institucional: chega de fingir que isso é normal.

Sicredi – Crianças com brilho nos olhos: Quando o estudo se torna estimulante. Como o Programa A União Faz a Vida do Sicredi está transformando a educação, escolas, famílias e comunidades.

Case vencedor: Air Promo – Outubro Rosa Curitiba:O Som da Solidariedade:

A Air Promo mobilizou apaixonados por Harley Davidson de todo o país para a causa da prevenção, combate e tratamento de câncer, a fim de arrecadar recursos para o Hospital Erasto Gaertner. Para isso, a empresa desenvolveu três dias de ações, que inclui show da banda Skank, visita a pontos turísticos e festa particular no Hard Rock Café. Os resultados foram expressivos, tanto em número de inscritos (em torno de 2.200 pessoas), quanto em arrecadação para o hospital (aproximadamente R$ 2 milhões de reais).

 

Startup e PME’s

Anjuss – Reposicionamento Anjuss.

Celero – (Re)Construção de Marca.

Iguassu (Ticket Loko) – Revolução no Mercado de Turismo.

Case vencedor: Iguassu (Ticket Loko) – Revolução no Mercado de Turismo:

A Ticket Loko lançou um novo modelo de vendas de ingressos para atrativos e restaurantes em Foz do Iguaçu, já que 93% dos turistas chegam à cidade sem ter adquirido entradas para os passeios. Foi criada a rede de lojas Ticket Loko para a venda direta de ingressos com condições especiais, e a identidade visual utilizou cores quentes, com conceito de fast food. O resultado da campanha gerou um faturamento três vezes maior do que o esperado, resultando em um acréscimo de 250% em relação ao ano passado. A meta de abertura de lojas foi superada e a presença nas redes sociais já gerou inúmeros contatos.

 

Varejo

Herbarium – Parceria Natural Herbarium e Heel: Otimizando para crescer.

Madero – Crescimento na crise.

Paraná Clube – Cale quem Duvida.

Case vencedor: Madero – Crescimento na crise:

O problema do Madero era promover o crescimento em meio a um cenário econômico adverso e encontrar formas de divulgar a marca nacionalmente. A solução combinou várias ações, mantendo o foco estratégico, a gestão verticalizada, e o controle de qualidade e custos. O faturamento cresceu e atraiu atenção de investidores.

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O futuro das vendas consultivas: vender menos, compreender mais – Por Roberto Herrera, presidente da ADVB/PR

Em um mercado no qual o cliente chega cada vez mais informado, o valor do profissional de vendas deixa de estar na apresentação do produto e passa à capacidade de compreender contextos, fazer boas perguntas e ajudar a construir decisões. Comecei a vender antes de aprender o que era venda consultiva. Aos 21 anos, em Portugal, vendia automóveis. Naquele momento, meus planos profissionais estavam mais próximos da contabilidade e das finanças do que de uma carreira comercial. Foi no contato diário com os clientes que descobri que vender não era apenas apresentar um produto, negociar preço e buscar o fechamento. Era, antes de tudo, entender pessoas. De lá para cá, passei por diferentes mercados: automóveis, comunicação, mídia, educação executiva e desenvolvimento de negócios, e vivi os dois lados da atividade comercial: o de quem vende e o de quem lidera equipes responsáveis por vender. Nesse período, o mundo mudou profundamente. E o cliente também. Hoje, antes mesmo de conversar com um vendedor, ele pesquisa, compara alternativas, consulta concorrentes, busca avaliações e analisa preços. Mais recentemente, passou a contar com ferramentas de inteligência artificial capazes de organizar informações e ajudá-lo a formular perguntas que talvez nem soubesse fazer há alguns anos atrás. Em muitos mercados, portanto, o cliente chega à conversa sabendo bastante sobre aquilo que pretende comprar. Nesse cenário, repetir características de um produto deixou de ser uma competência comercial relevante. A questão já não é se o vendedor continuará necessário, mas para quê ele será necessário. Durante muito tempo, havia uma assimetria evidente entre vendedor e comprador. O profissional de vendas conhecia o produto, os preços e as alternativas melhor do que o cliente. Ter informação era parte importante do poder comercial. Essa vantagem diminuiu, mas isso não significa que o vendedor tenha perdido importância. Significa que seu papel mudou. O cliente não precisa de mais informação. Precisa de compreensão. Ele pode conhecer dezenas de soluções e, ainda assim, não saber qual delas é adequada à sua realidade. Pode ter acesso a inúmeros dados e continuar sem clareza sobre a decisão que precisa tomar. É justamente aí que começa a verdadeira venda consultiva. Neil Rackham demonstrou há décadas, em seus estudos sobre vendas complexas, a importância de compreender a situação, os problemas e as necessidades antes de apresentar uma solução. A tecnologia mudou radicalmente desde então, mas essa lógica continua atual. Fazer boas perguntas se tornou ainda mais valioso justamente quando encontrar respostas ficou mais fácil. O problema não está na prospecção, mas na ausência de contexto Ao longo da minha carreira, acompanhei diferentes modelos de gestão comercial. Alguns extremamente sofisticados; outros excessivamente dependentes de volume, pressão e atividade. Existe uma lógica bastante comum segundo a qual mais contatos geram mais reuniões, que geram mais propostas e, consequentemente, mais vendas. Matematicamente, há alguma verdade nisso. Gerencialmente, porém, essa lógica se torna perigosa quando a quantidade substitui a inteligência. Não há nada de errado em telefonar para um potencial cliente, enviar uma mensagem ou buscar uma empresa com a qual nunca tivemos relacionamento. O problema começa quando a atividade passa a valer mais do que a relevância da abordagem. Quarenta contatos irrelevantes não valem necessariamente mais do que cinco conversas bem preparadas. A tecnologia deveria ter nos levado a uma prospecção mais inteligente. Em alguns casos, produziu exatamente o contrário: automatizamos a irrelevância. Quem nunca recebeu uma mensagem aparentemente personalizada que, duas linhas depois, deixava evidente que o remetente não sabia praticamente nada sobre a pessoa ou a empresa abordada? Isso não é venda consultiva. É distribuição. E distribuir mensagens não é o mesmo que desenvolver negócios. Uma boa conversa comercial começa antes de o telefone tocar. Quem é essa empresa? O que está acontecendo em seu setor? Está crescendo, entrando em novos mercados ou enfrentando novos concorrentes? Qual parece ser sua prioridade? Quem participa da decisão? E, principalmente: por que essa empresa deveria conversar comigo agora? Essa pergunta nos obriga a sair da nossa necessidade de vender e entrar na realidade do cliente. Venda consultiva começa exatamente aí: não na argumentação, mas na compreensão. Convencer ou compreender? Há uma pergunta que acompanha profissionais comerciais há gerações: “Como eu convenço esse cliente?”. Passei a desconfiar dela, porque coloca o vendedor no centro da relação. Talvez a pergunta mais adequada seja: “O que este cliente está tentando resolver?”. Parece uma pequena mudança semântica, mas não é. Quando pergunto como convencer, procuro argumentos. Quando pergunto o que o cliente precisa resolver, procuro contexto. Quando quero convencer, preparo uma apresentação. Quando quero compreender, preparo perguntas. E isso muda completamente a conversa. A inteligência artificial aumentará o valor do vendedor, desde que ele tenha valor Vendas certamente serão afetadas pela inteligência artificial. Uma parte relevante do trabalho comercial já pode ser automatizada: pesquisa de empresas, preparação de reuniões, organização de CRM, elaboração inicial de propostas e acompanhamento de oportunidades. Isso deveria preocupar os profissionais de vendas? Alguns, sim; especialmente aqueles cuja principal contribuição é transmitir informações disponíveis em outros lugares. Ao mesmo tempo, a IA pode tornar os excelentes profissionais comerciais ainda mais valiosos. Eles terão mais recursos para pesquisar uma empresa, compreender seu setor, identificar movimentos de mercado, formular hipóteses e dedicar menos tempo a tarefas operacionais. Esse ganho de produtividade, entretanto, só fará diferença se for convertido em qualidade de interação. Usar inteligência artificial para enviar mil mensagens genéricas por dia não representa evolução. Usá-la para compreender melhor dez empresas antes de conversar com seus decisores pode representar. A tecnologia aumenta a capacidade. Não substitui o discernimento. Pressão não pode substituir gestão É natural que as empresas acompanhem ligações, reuniões, propostas, conversão e pipeline. Gestão precisa de indicadores. O problema não está em medir, mas em medir atividade sem compreender sua relação com o resultado. Uma equipe pode aumentar significativamente o número de contatos e, ainda assim, deteriorar a percepção da marca. Pode realizar mais reuniões e gerar menos oportunidades qualificadas. Pode pressionar os vendedores a preencher o topo do funil e descobrir, meses depois, que praticamente nada avança. Indicadores sem

Fator humano volta ao centro da estratégia das empresas na era da IA

ESPM reúne especialistas e lideranças do mercado em Curitiba para discutir por que criatividade, empatia, repertório e capacidade de conexão ganham valor justamente quando a tecnologia avança; evento tem parceria com ADVB Paraná e Grupo de Mídia Curitiba, setembro de 2026 I A inteligência artificial já escreve, analisa dados, identifica padrões, automatiza processos e participa de decisões que até pouco tempo dependiam exclusivamente de pessoas. À medida que a tecnologia amplia sua presença nas empresas, porém, uma questão ganha espaço entre lideranças e profissionais de marketing: se máquinas passam a executar cada vez mais tarefas, onde estará o diferencial competitivo essencialmente humano? É a partir dessa provocação que a ESPM com a partner regional Academic Ventures realiza, no dia 15 de setembro, em Curitiba, o encontro “Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo”. O evento gratuito, mediante inscrições, acontece a partir das 8h30, no Teatro Regina Casillo, e reunirá especialistas, executivos e representantes do mercado para discutir como empresas podem combinar tecnologia e inteligência humana na construção de marcas, relacionamentos e negócios relevantes. A iniciativa tem parceria com ADVB/PR e o Grupo de Mídia Paraná. A discussão ocorre em um momento particularmente oportuno. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, quase 40% das competências exigidas no trabalho devem mudar até 2030. IA e big data aparecem no topo das habilidades com maior crescimento de demanda, mas o mesmo levantamento mostra o fortalecimento de competências essencialmente humanas: pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, liderança e influência social estão entre aquelas que mais ganharão importância. O Marketing Human-Centric propõe colocar pessoas no centro das decisões, utilizando tecnologia e dados como instrumentos para ampliar, e não substituir, a capacidade de compreender e gerar valor. O painel “Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo” reunirá representantes do mercado para discutir como as transformações tecnológicas e comportamentais estão mudando a relação entre empresas, marcas e consumidores. A conversa terá a mediação de Zaki Akel Sobrinho, CEO da Academic Ventures e partner regional da ESPM, e contará com Fernando Cesário, CMO da ESPM; Kauana Pereira, Diretora de Mídia da agência OpusMúltipla; e Roger Rieger, proprietário da KOMM. Com mais de 23 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais, Fernando Cesário CMO da ESPM construiu sua trajetória em organizações como Kimberly-Clark, Hospital Israelita Albert Einstein, Grupo Fleury, SulAmérica, Unicesumar e Pearson Education. Sua formação combina marketing, liderança, comportamento do consumidor e economia da saúde. “O Marketing ampliou seu papel para além de produto, preço, praça e promoção como fundamentos. Hoje envolve entender comportamentos, cultura e as mudanças da sociedade, com peso cada vez mais estratégico para os negócios. Também mudou quem participa desse processo como consumidores e comunidades que ajudam a construir valor junto às marcas. E a ESPM acompanha todas essas transformações”, diz Cesário.  Zaki Akel Sobrinho traz ao debate mais de quatro décadas de atuação em educação, inovação e gestão. Doutor em Administração pela USP e ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, atualmente lidera a Academic Ventures, parceira regional da ESPM no Estado, além de integrar iniciativas voltadas à aproximação entre universidades, empresas e ecossistemas de inovação. Ele chama a atenção para um cenário inédito: cinco gerações convivem hoje no ambiente de trabalho e no mercado de consumo, cada uma com referências, expectativas e valores distintos. “A inteligência artificial nos dá uma capacidade extraordinária de identificar padrões e processar informações, mas os dados não eliminam a necessidade de compreender o que existe por trás deles. O desafio do marketing é olhar para as pessoas e entender o que cada consumidor valoriza, o que gera confiança e o que faz sentido para ele”, afirma Zaki, que fará a mediação do encontro.  “Quanto mais a tecnologia avança, mais estratégica se torna a capacidade de compreender as pessoas. As empresas dispõem de dados, ferramentas e inteligência artificial para alcançar seus públicos, mas a informação, por si só, não gera conexão. A diferença está em transformar dados em compreensão e relacionamento em valor. Esse debate está alinhado à visão da ADVB/PR de um marketing conectado aos negócios, às vendas e aos resultados, sem perder de vista o ser humano. As marcas que souberem combinar tecnologia e inteligência com empatia e confiança terão uma vantagem competitiva importante. É essa convergência entre inovação e humanidade que queremos discutir com a ESPM”, enfatiza o presidente da ADVB/PR, Roberto Herrera.  Claudia Bosa, diretora do Grupo de Mídia Paraná, complementa: “A Inteligência Artificial já não é uma promessa de futuro para o planejamento de mídia, mas sim a realidade que colabora para uma estratégia com ferramentas de trabalho mais eficientes. Contudo, o sucesso dessa integração não elimina o fator humano: a máquina entrega a eficiência e a precisão técnica, mas o discernimento estratégico e a conexão emocional continuam sendo o diferencial criativo.” A ESPM completa, em 2026, dois anos de atuação no Paraná, em parceria com a Academic Ventures, com uma programação voltada à formação executiva nas áreas de marketing, branding, inovação e negócios. A trajetória no estado acaba de alcançar também um marco importante, com a formação da primeira turma de Master em Curitiba. Para os próximos meses, a Escola mantém uma nova programação de cursos, entre eles o Master in Business, Marketing & Innovation e o Prime MBA em Comunicação, Branding e Vendas, ampliando sua presença no mercado paranaense e a conexão entre conhecimento acadêmico, profissionais e os desafios contemporâneos das empresas.  Sobre a ESPM A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus mais de 12,6 mil alunos de graduação e pós-graduação e mais de 1,1 mil colaboradores estão distribuídos em cinco campi — dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre — além de unidades regionais em Curitiba, Goiânia e Salvador. O lifelong learning, a excelência acadêmica e a forte conexão com o mercado orientam sua atuação. Sobre a Academic Ventures Nesse hub de soluções estratégicas, o professor Zaki Akel Sobrinho lidera

Paraná transforma inovação em vantagem competitiva – Por Roberto Herrera, presidente da ADVB/PR

O Paraná deixou de ser apenas um estado com vocação empreendedora para se consolidar como um dos ambientes mais competitivos do país para inovação. Esse avanço não aconteceu por acaso. Ele é fruto da combinação entre uma economia diversificada, instituições de ensino qualificadas, empresas dispostas a se reinventar e ecossistemas locais cada vez mais conectados. A inovação paranaense tem uma característica importante: ela não está restrita às startups ou ao setor de tecnologia. Ela aparece no agronegócio de alta produtividade, na indústria que investe em automação, no varejo que aprimora a experiência do consumidor, nos serviços que incorporam inteligência de dados e nas empresas tradicionais que entendem a transformação como condição para continuar crescendo. Curitiba ocupa posição de destaque nesse cenário, mas o movimento é regional. Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu, entre outras cidades, fortalecem seus próprios ambientes de inovação, conectando universidades, empresas, empreendedores e poder público. Essa descentralização amplia a capacidade do estado de gerar negócios, reter talentos e criar soluções com potencial de escala. O grande ativo do Paraná, porém, está na colaboração. Quando universidades se aproximam do mercado, quando empresas consolidadas se abrem para novas tecnologias e quando empreendedores encontram redes de apoio, a inovação deixa de ser discurso e passa a gerar produtividade, competitividade e desenvolvimento econômico. É nesse ponto que entidades empresariais também ganham relevância. A ADVB/PR atua como uma ponte entre diferentes setores, estimulando conexões, compartilhamento de boas práticas e debates sobre os desafios que moldam o futuro dos negócios. Mais do que acompanhar as transformações, é preciso criar condições para que elas aconteçam. O Paraná já reúne os elementos necessários para seguir como referência nacional. O desafio agora é transformar esse potencial em uma estratégia permanente: investir em conhecimento, fortalecer os ecossistemas regionais e garantir que empresas de todos os portes possam inovar, crescer e competir em um mercado cada vez mais dinâmico. Roberto Herrera Executivo com trajetória nas áreas de vendas, marketing, estratégia, desenvolvimento de negócios, educação executiva e liderança. Presidente da ADVB/PR. Escreve sobre liderança, vendas, estratégia, marcas, governança e transformação dos negócios.