Como você imagina as cidades no futuro?

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Uma cidade inteligente é aquela que utiliza tecnologias inteligentes e conectadas em rede para nos apoiar na vida diária. Elas nos permitem economizar tempo, utilizar novas formas de mobilidade e, até mesmo, respirar um ar um pouco mais limpo. Em poucas palavras, as tecnologias no centro de uma cidade inteligente trabalham para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos. Menos engarrafamentos, mais segurança, promoção do crescimento econômico por meio do incentivo ao ecossistema de inovação e startups, casas inteligentes e uso de edifícios com eficiência energética, são apenas alguns dos benefícios tangíveis.

Além de dimensões relacionadas    à mobilidade urbana, sustentabilidade, empreendedorismo, educação, saúde e segurança, as smart cities também se utilizam dos dados gerados nas cidades para melhorar questões relacionadas a planejamento e governança. Uma gestão pública que tem como base a utilização de dados para tomadas de decisão, certamente terá mais eficiência, economicidade e assertividade.

Há pelo menos uma década, defendo uma visão ampliada do conceito de cidades inteligentes. Certamente, todas estas aplicações do conceito podem ser replicadas e adaptadas para governos estaduais e federais, tornando-os smart governments e smart nations.

Selecionei exemplos de alguns países que já estão trabalhando o conceito de “Smart Nations” na esfera federal:

Reino Unido

Desde 2015, o Reino Unido possui o Government Digital Service (GDS). O objetivo do GDS é fazer serviços públicos para a população mais simples, eficientes e rápidos. São exemplos o Carer´s Allowance (subsídio para cuidadores), Make a Lasting Power of Attorney, (sistema de procuração online), Book a Prison Visit (agendamento de visita à prisão) e Register to Vote (registro para votação).

Os números publicados são impressionantes: em apenas um ano, o GDS ajudou o governo a economizar 1,7 bilhão de libras por meio da transformação digital.

Estônia

Clássico exemplo quando pensamos em “Smart Nations”. O país é um dos mais avançados do planeta na questão das identidades digitais e no uso da tecnologia no governo. Todos os serviços públicos do país estão online. Aberturas de empresas, dados, receitas médicas e prontuários de pacientes são digitais, as escolas utilizam serviços online e toda a relação entre governo e cidadãos ocorre pela internet, gratuitamente e em tempo real.

Possui o programa e-residentes, em que convida qualquer pessoa no planeta a se tornar um usuário dos serviços do governo estoniano. É o primeiro caso do mundo de government as a service (governo como serviço).

 

Índia

A Índia desenvolveu o Aadhaar, identidade digital que consiste em um número único atribuído a cada cidadão que é conjugado com um sistema de identificação multifatorial, baseado em elementos como biometria (digitais e íris).

Israel

Israel se autointula Startup Nation. O termo Nação Startup, traduzido para o português, foi título do livro de 2009 de Dan Senor e Saul Singer sobre a nova economia de Israel. Com mais de 6.500 startups em uma população de 8,5 milhões, Israel lidera a lista de startups per capita. Além disso: depois dos EUA, Israel tem o segundo número de empresas de tecnologia mais listadas na Nasdaq.

Há muitos bons exemplos. Um dos sistemas de navegação mais inovadores do mundo é o Waze de Israel. Outro exemplo impressionante: OrCam – um pequeno dispositivo que ajuda deficientes visuais e cegos a ter acesso a textos e imagens por meio de áudio de tradução em tempo real, o que promove independência em suas rotinas diárias. Dispositivo que, por sinal, está disponível nas bibliotecas públicas do Paraná.

Telles, e o Brasil? Bom, esta é uma conversa para outro artigo, mas, indubitavelmente, nosso país vem apresentando grandes avanços nas diversas dimensões relacionadas ao conceito.

Cidade inteligente, Governo Inteligente ou Nação Inteligente significa não apenas projetar cidades, estados ou países de forma mais significativa – tanto econômica quanto ecologicamente – mas, acima de tudo, significa melhorar a vida cotidiana das pessoas. Mais do que pensar em tecnologias temos que pensar em decifrar os problemas das dimensões que cercam o conceito e buscar vencer as burocracias para termos efetivamente a aplicabilidade prática das soluções.

 

André Telles

Autor de cinco livros relacionados à tecnologia e inovação

Diretor de inovação da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB-PR)

Vice-presidente de Smart Cities da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC)

Assessor de Inovação da Companhia Paranaense de Tecnologia (Celepar)

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O peso da liderança – Por Alexandre Rocha

Passei anos liderando equipes, operações e empresas em diferentes regiões do Brasil. E aprendi uma coisa que ninguém conta nas formações de liderança: A maioria dos problemas que enfrentamos nas organizações não nasce nos processos. Nasce nas relações. Vivemos uma época em que falamos muito sobre Inteligência Artificial. Sobre inovação. Sobre tecnologia. Sobre produtividade. E mesmo assim, o maior desafio das organizações continua sendo humano. Muitas empresas investem milhões em tecnologia. Revisam planejamentos estratégicos todo ano. Contratam consultorias, implementam metodologias, criam novos indicadores. Mesmo assim, continuam enfrentando os mesmos problemas: → Baixo engajamento → Conflitos internos → Perda de talentos → Dificuldade de formar sucessores → Ambientes de trabalho cada vez mais frágeis Talvez porque estejamos procurando respostas complexas para um problema essencialmente simples. As empresas crescem quando as pessoas crescem. E pessoas crescem quando encontram líderes capazes de desenvolver seu potencial. Durante muitos anos acreditamos que liderança era sinônimo de autoridade. Promovemos os melhores vendedores. Promovemos os melhores técnicos. Promovemos os profissionais com melhor desempenho. Mas esquecemos de fazer uma pergunta fundamental: Eles estavam preparados para liderar pessoas? Nem sempre. E é exatamente nesse momento que surgem muitos dos problemas que limitam o crescimento das organizações. Porque liderar não é ocupar uma posição. Liderar é assumir responsabilidade sobre o desenvolvimento de outras pessoas. Liderar é influenciar comportamentos. Liderar é construir confiança. Liderar é tomar decisões difíceis. Liderar é servir — no sentido mais estratégico possível. Servir significa compreender que o papel de um líder não é ser o protagonista da história. É criar condições para que outras pessoas também se tornem protagonistas. Acredito que estamos entrando em uma nova era da liderança. A Inteligência Artificial vai transformar processos. Automatizar tarefas. Reduzir atividades operacionais. Mas nenhuma tecnologia será capaz de substituir a capacidade humana de inspirar, desenvolver, orientar e formar pessoas. Quanto mais tecnológico se tornar o mundo, mais humana precisará ser a liderança. Esse será o diferencial competitivo das organizações vencedoras. Não será apenas a estratégia. Não será apenas a inovação. Não será apenas a tecnologia. Será a qualidade dos líderes que essas organizações formarem. Defendo uma liderança baseada em cinco princípios: Responsabilidade — antes de liderar pessoas, é preciso assumir responsabilidade sobre suas decisões e consequências. Orientação — as pessoas precisam de direção clara para crescer. Confiança — nenhuma equipe extraordinária é construída sem ela. Humanização — resultados e humanidade não são opostos. São complementares. Ação — liderança só existe quando produz transformação real. Ao longo da minha carreira, aprendi que o verdadeiro legado de um líder não está nos cargos que ocupou. Não está nos resultados que apresentou. Não está nos projetos que liderou. O verdadeiro legado de um líder está nas pessoas que ajudou a desenvolver. Porque resultados financeiros podem durar um trimestre. Projetos podem durar alguns anos. Mas pessoas transformadas carregam esse impacto por toda a vida. Por isso acredito que a liderança do futuro não será medida pela autoridade que exerce. Será medida pela capacidade de desenvolver pessoas. Não pelo tamanho da equipe que comanda. Mas pelo número de líderes que forma. Não pelo poder que acumula. Mas pelo impacto que gera. Porque, no final, empresas não crescem apenas através de estratégias. Empresas crescem através de pessoas. E pessoas crescem através da liderança. Esse é o verdadeiro peso da liderança. E também sua maior oportunidade.     Alexandre Rocha Diretor | Grupo Massa | Liderança, Cultura e Transformação Organizacional    

Roberto Herrera assume a presidência da ADVB/PR para o biênio 2026-2027

Novo presidente propõe gestão orientada ao crescimento estruturado e à ampliação da relevância da entidade no Paraná O executivo Roberto Herrera assume a presidência da ADVB/PR para o biênio 2026–2027 em cerimônia realizada na última segunda-feira, 6 de abril, no Hard Rock Cafe Curitiba, com a presença de autoridades, ex-presidentes, diretoria e associados da entidade. Ele sucede a gestão de Gislayne Muraro em um momento de consolidação institucional e fortalecimento do protagonismo da associação no cenário paranaense. Com trajetória construída dentro da própria entidade, Herrera já atuou como associado, diretor e vice-presidente, além de liderar iniciativas como o Top de Marketing, o Prêmio Personalidades e o Business Connect. Também participou do processo de transformação institucional iniciado em 2016, contribuindo para o posicionamento atual da ADVB/PR no mercado. “Acredito que essa escolha para a presidência é fruto de uma trajetória construída com consistência, da vivência dentro da entidade e da relação com o mercado. Recebo essa missão com gratidão e, principalmente, com senso de responsabilidade, para dar continuidade ao legado construído brilhantemente pelos ex-presidentes e diretoria”, afirma o presidente.  Para o novo ciclo, a gestão será orientada por três pilares: expansão sustentável, governança e fortalecimento da marca. A proposta é ampliar a presença da entidade no Paraná de forma estruturada, com planejamento e execução disciplinada, além de consolidar sua relevância junto ao mercado. “Gestão de marca é reputação, consistência e autoridade. As empresas que investirem nisso estarão mais preparadas para atravessar ciclos e construir legado. É uma agenda estratégica que precisa estar no centro das decisões”, afirma. “Nosso objetivo é consolidar cada vez mais a ADVB como uma entidade que conecta, desenvolve e gera impacto real. Queremos fortalecer pontes entre empresas, profissionais e setores, ampliando o papel da ADVB como agente de desenvolvimento.” Na trajetória profissional, Herrera atua desde 2005 na gestão de negócios e pessoas, liderando equipes e projetos de maior complexidade. Atualmente, está à frente da gestão executiva de marca e conteúdo da Gazeta do Povo, onde também conduz o projeto de expansão da empresa na região Sul. A diretoria da ADVB/PR para o biênio 2026–2027 é composta por: Presidente Roberto Herrera Presidente do Conselho Deliberativo Gislayne Muraro Vice-Presidentes Aldo Alfredo Malucelli Laila Sol Leonardo Lazarotto Rafael Maia Rogério Afonso Vice-Presidentes Regionais Londrina – Luciana Soutello Cascavel – Lineu Saldanha Diretoria Alexandre Rocha Andreia Caldani Cícero Rhor Claudia Zilli Fabiano Aguiar Fabiano Spyra Guilherme Vieira Jackson Hara Joaquin Presas Marcelo João Marcelo Repetto Paulo Krauss Pedro Pavão Rafael Magosso Roger Rieger Rodrigo Libório Silmara Souza Simone Lima Thais Silva Ticiane Pfeiffer Conselho Fiscal Heleni Kato Jean Claudio dos Santos Lian Trabulci Marcos Junior Rogério Kriger

Edital de Convocação para Assembleia ADVB/PR Convocação para Assembleia Geral Ordinária

A Presidente da Diretoria Executiva da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – ADVB/PR, no uso de suas atribuições, convoca todos os associados para comparecerem à Assembleia Geral Ordinária, designada para o dia 26 de março de 2026, às 19h, no local: Hard Rock Cafe, R. Buenos Aires, 50 – Batel, Curitiba – PR, para atender à seguinte ordem do dia: * Prestação de contas 2024/2025; * Eleição do Diretor-Presidente, Vice-Presidentes, Diretores e Membros do Conselho Fiscal para a gestão do biênio 2026/2027 – de março de 2026 a fevereiro de 2027; * Assuntos Gerais. Curitiba, 20 de fevereiro de 2026 Gislayne Maria Muraro da Silva Guimarães Presidente da ADVB/PR