Vale a pena fazer um intercâmbio após os 40? Conheça 10 dicas para vivenciar essa experiência!

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O ano era 2012. Minha primeira viagem internacional. Fui pelo O Boticário para um evento dos canais Turner em nada mais nada menos que New York City. A partir desse momento, minha vida nunca mais foi a mesma. Após passar apenas 4 dias por lá e ficar completamente encantada por essa cidade, ao voltar fiquei com essa sensação de que voltaria em algum momento pra lá.

Após muitos anos indo para outros países, desbravando esse mundo, estava obstinada a voltar para NYC de alguma forma. E esse dia acabou chegando meio que de repente no início de 2020. No começo do ano acabei sendo desligada da empresa que trabalhava devido a cortes orçamentários, parei e pensei, puxa, agora é o momento de eu investir em mim mesma, já estou com 40 e poucos anos, sabe-se lá quando terei essa oportunidade novamente. E lá fui eu. Conversa daqui, conversa dali, troquei uma ideia com os amigos, expliquei meus motivos e que ia ficar um tempo longe para o meu marido, longe da família. E assim me joguei literalmente nessa aventura. Posso dizer que foram os 40 dias mais instigantes, mais entusiastas, mais exploradores, mais imersivos e mais saudosos da minha vida!

Quando cheguei lá em NYC e postei minha aventura, a grande maioria dos meus amigos sequer sabiam que eu não estava mais trabalhando e então os questionamentos foram os mais diversos. Recebi tanto apoio e tanto carinho que só posso agradecer a todos recados que me enviaram. Foi bom demais receber energia tão boa. Mas vamos ao que interessa. Vou contar aqui um passo-a-passo sobre a minha experiência e dar 10 dicas para você se animar. Vamos lá!

1) Intercâmbio para onde: como o investimento não é baixo, você precisa definir muito bem qual o destino que você quer fazer. Eu resolvi ir pra NYC porque realmente amo essa cidade, e queria vivenciá-la o máximo que eu pudesse, virar uma ‘novayorquina’ durante um tempo. Andar de metrô, falar sorry, thank you, yes please…Então para mim foi a melhor escolha. Mas conheci algumas pessoas lá que não ficaram muito satisfeitas. A dica é: pesquise bem antes para não se arrepender depois.

2) Escolha uma agência de intercâmbio: pesquisei algumas agências e escolas de inglês e através de uma indicação acabei escolhendo a Travel Mate aqui em Curitiba, onde moro. Fui muito bem atendida do primeiro até o último dia. O atendimento da Andrea foi fundamental, me dando toda segurança e apoio para esse momento. A dica é: encontre uma agência de confiança e entenda tudo que precisa com quem entende do negócio.

3) O tempo de estudo: olha, sinceramente não vale a pena fazer um intercâmbio se for por pouco tempo. Se programe para ir e ficar, no mínimo um mês. É sério! Conheci muitas pessoas lá no curso que fizeram apenas 1 semana, muitos porque só podiam ficar uma semana, outros por questão de grana mesmo. Mas na minha opinião é jogar dinheiro fora. Separe uma grana aos poucos e tente ficar mais tempo. Seu aproveitamento no curso será muito melhor. A dica é: não desperdice seu dinheiro!!

4) Qual escola fazer: pesquise antes. Eu fiquei umas 3 semanas entrando em sites, lendo blogs, vendo vídeos das escolas e conversando com a agência de intercâmbio até decidir uma que me possibilitasse ficar o tempo que queria pelo investimento que tinha. Escolhi a EC English School, e para mim supriu todas as minhas expectativas. Professores nativos e outros que são de outras localidades, nos fazendo ouvir outros sotaques. A escola fica em plena Times Square, no coração de Manhattan. Quer lugar mais motivador do que esse? A dica é: pesquise, pesquise, pesquise.

5) Qual curso: há algumas opções, mas eu preferi fazer o General English, ou seja, o geral, que pudesse abranger quaisquer assuntos. E outra opção que fiz foi escolher a turma 30+, ou seja, na minha turma só teriam pessoas acima de 30 anos. Isso foi o grande diferencial pois conheci pessoas que estão praticamente na mesma vibe, nada contra os 30-, mas queria ter pessoas ao meu lado que pudessem já ter tido experiências de vida mais próximas que as minhas. Mas confesso que conheci alguns alunos super legais dos seus 20 e poucos anos que fiquei amiga e até hoje trocamos mensagens. A dica é: escolha o curso que melhor se encaixa às suas necessidades e se jogue nos estudos.

6) Onde ficar: eu fiquei num dos apartamentos que a escola oferece, no Brooklyn, 40 minutos da escola (indo de metrô). Foi a melhor opção para mim, pois pude conhecer outros alunos que também estavam na mesma escola e já começar a interação com eles desde o primeiro dia. Tive a oportunidade de conviver com franceses, japoneses, belgas e óbvio, brasileiros! Meu apartamento era muito show, tinha uma área comum e banheiro dividido com apenas mais uma pessoa. E o quarto era individual. Algo excelente, pois privacidade também é bom. A dica é: nem lá nem cá. Encontre um lugar que você tenha fácil acesso, seguro, com custo/benefício bons e, não menos importante, privativo na medida do possível.

7) As aulas: após o teste de nivelamento, fui encaminhada para a minha classe. As aulas foram sensacionais. É imersão total. Fala-se português? É claro, pois muitas vezes não lembramos a palavra que queremos e acaba escapando uma palavra, mas vivenciei dicas, informações, dados sobre palavras, expressões em inglês que cursinho nenhum aqui no Brasil eu tive. Isso para mim já valeu metade do meu investimento. E a experiência de estar numa sala com 11 pessoas, cada uma de um canto do mundo (Espanha, Coréia do Sul, Taiwan, Itália, Equador, Japão, Brasil) falando inglês e sendo entendida por todos. Isso NÃO TEM PREÇO. Essa imersão foi excepcional. A dica é: depois de todo esse tempo junto com esse pessoal, continuar o contato. Crie um grupo no whatsapp, faça lives para praticar o inglês. E outra dica é que, ao querer ir para um destino no Japão, por exemplo, já ter amigos que poderão te ajudar a estar lá.

8) As atividades: a escola em si já tem um calendário mensal com as atividades. Nesse momento pude conhecer lugares como a ONU, a Columbia University, o MET, entre tantos outros. As aulas extras também foram super especiais, mas as festas foram o ponto auge. Ir a rooftops com aquela vista inigualável dos arranha-céus de NYC é simplesmente DEMAIS! E a integração com todos os alunos nesse momento era demais também. A dica é: pratique o inglês ou a língua que quer aperfeiçoar em todas as oportunidades que tiver. Deixe a preguiça de lado e faça o máximo de atividades que surgirão. Tempo para dormir você terá depois.

9) Os gastos: como todos sabem, NYC não é uma cidade barata. E o consumismo vem de um jeito que fica difícil segurar, pois são passeios, museus, compras, restaurantes, mercado, espetáculos e sempre tem alguém te chamando pra fazer algo. A dica é: controle-se, pois é importante manter a programação de gastos que você se organizou a fazer, senão depois pode ser penoso ficar pagando contas e mais contas.

10) A saudade: foi a primeira vez que fiquei longe tanto tempo de casa, do meu marido, da minha família, dos meus amigos. Lembro do dia que deixei Curitiba e peguei o voo pra Guarulhos chorando, pensando que loucura estava fazendo. Ainda bem que vivemos numa época de tecnologia em que pude conversar com todos por vídeo, por mensagem. Mas confesso que não foi fácil. Mesmo estando com mil e uma atividades por lá, a saudades apertava. Então a minha dica final é que você tenha certeza que vai aguentar o tranco, pois você está lá por si só, e mesmo que tenha toda essa tecnologia, se algo lhe acontecer, você está lá sozinho.

Espero que eu tenha ajudado um pouco com a minha experiência de intercâmbio e fico com o canal aberto para trocar experiências e tirar dúvidas. Mesmo nesse tempo de pandemia, não deixe seus planos para trás.

Yes, you can!!

Por

Valéria Letícia Ferreira

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Em um mercado no qual o cliente chega cada vez mais informado, o valor do profissional de vendas deixa de estar na apresentação do produto e passa à capacidade de compreender contextos, fazer boas perguntas e ajudar a construir decisões. Comecei a vender antes de aprender o que era venda consultiva. Aos 21 anos, em Portugal, vendia automóveis. Naquele momento, meus planos profissionais estavam mais próximos da contabilidade e das finanças do que de uma carreira comercial. Foi no contato diário com os clientes que descobri que vender não era apenas apresentar um produto, negociar preço e buscar o fechamento. Era, antes de tudo, entender pessoas. De lá para cá, passei por diferentes mercados: automóveis, comunicação, mídia, educação executiva e desenvolvimento de negócios, e vivi os dois lados da atividade comercial: o de quem vende e o de quem lidera equipes responsáveis por vender. Nesse período, o mundo mudou profundamente. E o cliente também. 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Paraná transforma inovação em vantagem competitiva – Por Roberto Herrera, presidente da ADVB/PR

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