29 de agosto de 2016

VUCA WORLD – É preciso se adaptar!, por Milena Seabra

Estamos vivendo um momento único! Essa é uma afirmação diante da transformação que a sociedade está vivendo, que como toda transformação trará muitas consequências, positivas e negativas, boas e ruins, mas uma única certeza, de que nada será como antes. Os movimentos sociais, políticos e econômicos têm levado a sociedade a um diferente patamar de consciência e consequentemente de comportamento, que somado a velocidade da mudança e o impacto da tecnologia resulta em um novo cenário. Uma sociedade conectada com indivíduos cada vez mais conscientes de seu poder e de seu papel. A grande consequência disso é o chamado VUCA World, (Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity), um mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo.

O fato é que estamos nesse novo mundo diante de uma “disrupção” tecnológica que mudou tudo: competição, preço, originalidade, diversidade de escolhas, distribuição e acesso. E para navegar nesse novo mundo, é necessária uma grande mudança de mindset e ser capaz de se adaptar rapidamente.

Para viver nesse VUCA World um profissional precisa ter uma visão e um propósito muito claro, ser autoconsciente, antecipar e criar as mudanças necessárias, aprender rapidamente novos modelos e novas metodologias, trabalhar em rede e através da colaboração, ter uma comunicação clara, habilidade para desenvolver e engajar pessoas e principalmente ter o foco na experiência do cliente.

Isso tudo pode parecer fácil, mas não é! Isso tem exigido uma grande transformação nas organizações, pois para sustentar a mudança necessária no relacionamento entre marcas e consumidores, as organizações precisam “verdadeiramente” se transformar.

O desafio de se conectar e se manter relevante para seu público é cada vez maior, ainda mais considerando que há uma clara mudança de papeis. Primeiro, o cliente não quer mais ser apenas o receptor de sua mensagem ou da solução que atenderá sua necessidade, ele quer participar desse processo ou pelo menos ele quer vivenciar essa experiência. Como uma empresa será capaz de entregar o valor desejado ao cliente se ela não for aberta e ágil o suficiente para ouvir, entender e se adaptar para atender suas necessidades?

Segundo, essa mudança de papéis tem transformado o consumidor realmente engajado em um “seguidor” de sua marca, o que tem exigido das empresas um posicionamento claro de seus princípios e uma transparência total em todas as estratégias de marketing e comunicação. O consumidor cada vez mais consciente de seu poder e influência simplesmente não aceita seguir uma marca na qual ele não acredite ou tenha dúvida em relação aos seus princípios.

Por fim, nesse momento as empresas precisam olhar para si mesmas e ao contrário do que se pode imaginar, para conseguirmos navegar nesse mundo complexo é necessário buscar a simplicidade. O que não funciona mais são organizações estruturadas em “silos” verticais, divididas por áreas ou por produtos trabalhando de forma independente e muitas vezes sendo percebida pelo cliente como várias empresas diferentes, por não ter uma identidade única em suas interfaces.

Portanto, se quisermos engajar nossos colaboradores e consequentemente conquistar nossos clientes precisamos estar dispostos a enxergar a organização de forma mais sinérgica e holística, permitindo a livre circulação de ideias e a integração entre as diferentes áreas e unidades de negócio na busca por novas soluções, somente assim seremos capazes de garantir a agilidade e assertividade necessária para a conquista do nosso consumidor seguidor.

 

*Milena Seabra é Diretora Corporativa no Grupo Paranaense de Comunicação e Vice-presidente da ADVB-PR.

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