11 de outubro de 2016

O que da Política podemos aplicar em vendas? , por André Ganzelevitch

Nesta eleição muitos candidatos deixaram de ser reeleitos e outros, famosos da TV, do esporte, das colunas sociais, não conseguiram um mandato. O que isso ensina a quem vende produtos ou serviços?

O eleitor é um cliente como outro qualquer. Compra o que acha que vai lhe trazer benefícios, é sensível ao marketing bem elaborado e às mensagens com apelo adequado, tem expectativas com relação a tudo o que compra e quando o produto, serviço ou político agrada, faz divulgação gratuita, fala para parentes e amigos o quanto está satisfeito com o que escolheu.

Também tem fidelidade de marca – ou de partido – e releva eventuais pequenos problemas em nome de uma relação que, durante algum tempo tenha sido gratificante.

Mas o eleitor, assim como o cliente, não é bobo e tem seu limite de tolerância que, quando ultrapassado, provoca rejeição e ruptura da relação, não raro, definitiva.

O que as empresas podem aprender com os partidos políticos então?

Embora tenhamos milhares de empresas no Brasil muito mais éticas do que qualquer um dos nossos partidos políticos sempre é bom observar o que ocorre a nossa volta.

Os que não se reelegeram ou os famosos que no passado tinham vitória fácil e agora não tem mais, nos mostram que as pessoas aprendem sim com suas experiências e que não estão dispostas a ficar comprando produto ruim.

Cada empresa tem um “eleitorado” que não é composto apenas dos clientes. Inclui todas as pessoas físicas e jurídicas que de algum modo se relacionam com ela e ajudam a construir sua imagem.

Se tiver comportamento ético, coerência entre o que anuncia e o que faz e respeito humano, além da indispensável competência técnica, terá sim chances de preservar sua imagem e manter por longo tempo seus vínculos comerciais. A empresa que negligenciar essas questões perderá posições porque o mercado é implacável.

Faça política, sim. Boa política. Prometeu? Cumpra. Alegou qualidades do seu produto? Comprove. Assumiu compromisso com prazos? Honre-os. Assim talvez você não precise distribuir “santinhos” e poderá gastar menos com campanhas.

Porém nunca deixe de lembrar periodicamente ao cliente o que você está fazendo por ele. O concorrente sempre tentará ser mais sedutor que você. Cuide do seu eleitorado.

*André Ganzelevitch é Consultor Empresarial e Profissional de Treinamento desde 1981. Autor de mais de 60 títulos de Programas de Treinamento, Workshops e Palestras para diversas entidades de apoio empresarial, para aplicação presencial e à distância. E colaborador ADVB-PR.

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