5 de agosto de 2016

Ganhe tempo com o Checklist, por Sérgio Guimarães

Você já agendou uma reunião ou treinamento e esqueceu de reservar a sala? Viajou e deixou o carregador do celular em casa ou ainda organizou um churrasco com os amigos e não comprou o carvão?

Costumamos confiar cegamente na memória, principalmente quando executamos tarefas recorrentes e frequentes como convocar uma reunião ou arrumar a mala. Entretanto, a memória não é infalível e costuma nos deixar na mão por diversos motivos que vão desde uma simples distração até o cansaço e o estresse.

Ao longo das 224 páginas de “Checklist, como fazer as coisas bem feitas” (Editora Sextante) o jornalista e cirurgião americano Atul Gawande mostra como um simples, porém eficaz, checklist é capaz de livrar-nos de muitos problemas e aborrecimentos decorrentes  da afobação, do esquecimento ou mesmo do excesso de confiança.

Mais do que isso.  O autor trás, por exemplo, o caso do hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que por meio de um checklist para procedimentos cirúrgicos de apenas cinco itens* (isso mesmo! apenas cinco itens!) conseguiu, em 15 meses, gerar uma economia de U$ 2 milhões, evitar 43 infecções e 8 mortes, em comparação com a média histórica do hospital.

O checklist gera resultados efetivos e contribui para que atividades recorrentes sejam executadas em menos tempo e com maior qualidade. Logo, podemos afirmar que o checklist é também uma ferramenta de organização e otimização do tempo com impactos diretos na produtividade.

Extremamente democráticos, os checklists podem ajudar todo mundo e o tempo todo, da dona de casa no supermercado (sim, a lista de compras é um checklist que, comprovadamente, gera uma boa economia!) até o piloto de um avião checando os procedimentos de vôo.

Você costuma usar checklists no seu trabalho? E na sua vida pessoal?

*Confira o checklist de cinco itens do hospital Johns Hopkins

  • Lavar as mãos com sabonete
  • Limpar a pele do paciente com antisséptico
  • Colocar panos cirúrgicos esterilizados sobre todo o corpo do paciente
  • Usar mascar, touca, avental e luvas
  • Recobrir com bandagem esterilizadas área de inserção após a instalação do cateter venoso central

 

*Sérgio Guimarães é publicitário e designer instrucional com especialização em Coaching pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), gereciamento de estresse pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) e University of Texas e certificação em Assessment pela Success Tools. E colaborador ADVB-PR.

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